<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30490051</id><updated>2011-04-21T16:01:28.582-07:00</updated><title type='text'>Desventuras de um Recém Formado</title><subtitle type='html'>Recém formado sofre, não sofre?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Andre Morissette</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08212859359221909949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30490051.post-116104653647173624</id><published>2006-10-16T17:14:00.000-07:00</published><updated>2006-10-16T17:55:59.563-07:00</updated><title type='text'>..............</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ela sempre vinha sorrindo, sempre. A primeira coisa que ela fazia quando me via pelos corredores da faculdade era sorrir. Era uma festa. Quase nunca nos encontrávamos porque nao pegávamos mais as mesmas matérias, mas quando acontecia, era sempre incrível. Ela possuía essa energia que contagiava qualquer um que estivesse perto dela; caraceterística que, hoje, poucas pessoas têm. Por mais que eu estivesse triste ou me sentindo mal, esses pequenos encontros, de alguma forma inexplicável, me faziam um bem danado. Eram raros (e hoje eu percebo que poderiam ser bem mais frenquentes), mas marcantes. Quando eu penso nela, essa é a primeira coisa que me vem à cabeça: momentos breves (como a vida dela), porém, agradáveis e alegres, como ela sempre foi. Não dá para entender porque uma pessoa de 23 anos, saudável e pulsando vida por todos os poros do corpo, tenha que morrer de forma tão trágica. Não dá para entender porque uma pessoa tenha que partir e deixar tanta gente orfã de sua presença, de sua companhia, de sua alegria. Não dá pra entender porque uma pessoa tenha ir para só depois a gente sentir a sua falta.  São incoerências da vida que nos deixam um tanto inseguros e receosos. Não existe desventura maior do que enterrar um amigo de faculdade. Não existe coisa pior do que ler o seu nome em uma lápide (e logo com aquele sobrenome tão comum nos trabalhos de faculdade). É anti natural. Interrompido. Algo que ninguém planeja.&lt;br /&gt;Mas ela sempre vai ficar por aqui, de alguma forma. Pelo menos para mim, o que ficou foram os corredores e os muitos sorrisos.   E nesses dois meses sem a presença dela, essa imagem não se dissipou. E eu tenho certeza que vai ser essa que vai permanecer. E arrisco até a dizer que é essa a lembrança que ela queria que eu e todo mundo ficasse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30490051-116104653647173624?l=desventurasdeumrecemformado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/feeds/116104653647173624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30490051&amp;postID=116104653647173624' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/116104653647173624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/116104653647173624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/2006/10/blog-post.html' title='..............'/><author><name>Andre Morissette</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08212859359221909949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30490051.post-115941347330628962</id><published>2006-09-27T18:29:00.000-07:00</published><updated>2006-09-27T20:17:53.356-07:00</updated><title type='text'>O Grande Dia D!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;O grande dia amanheceu como outro dia qualquer. Era uma manhã quente, seca e úmida de Agosto (como toda manhã desse mês). Não havia nada de especial e muito interessante no céu. Nada que revelasse que alguma coisa diferente fosse acontecer; nada que caracterizasse aquele como o grande dia; enfim, era uma manhã comum, daquelas que amanhece e nada mais. Algo decepcionante pra mim, que considerava esse o dia que mudaria a minha vida, em que eu não seria mais o mesmo, entre outros exageros dramáticos.  Não sabia muito bem o que eu esperava ao abrir a janela do meu quarto, mas ao me deparar com aquele céu que eu tanto estava acostumado, de alguma forma, me desanimei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado bom é que eu pelo menos dormi. Uma coisa um tanto difícil nos dias que antecederam a formatura. Pegar no sono durante horas e horas era algo que eu não havia planejado para o dia anterior à colação, realmente.  Por isso, ao ler 11: 50 no relógio (ora bolas, eram férias!) até me assustei um pouco. E a aquela estranha calma?  Estranha sensação de bem estar ao abrir os olhos e a primeira coisa a se pensar, ainda naquela dúvida de se estar acordado ou dormindo, é: "Nossa, hoje é a minha formatura!". Nada de pânico, gritos desesperados, sair correndo pela sala. Nada disso. Apenas levantei, abri a janela, e fiquei a encarar aquele céu comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cozinha para comer um lanchinho, beber alguma coisa. Sala de estar para ler o jornal do dia (nenhum acontecimento extraordinário, também, como a cura da Aids, paz no Oriente Médio, invasão de alienígenas..) . Um pouco de TV. Deveria tomar banho agora? Melhor nao. Era melhor lavar o cabelo quase na hora de sair. Bom mesmo seria almoçar, pois já era quase uma da tarde. Digestão ao som de músicas folk (não estava afim de som pesado). E tudo isso de forma bastante racional e fria. Nem parecia o dia da formatura. Mais parecia um dia comun de férias, como todos os que eu tive até então.  Poxa, mas esse não era para ser diferente? Um dia único? Qual era o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o alarme começou a tocar dentro de mim. Será que estava acontecendo de novo? Da mesma forma que aconteceu na apresentação da banca? Era a "defesa" se manifestando? Aquele medo de não se deixar envolver? De não deixar a emoção fluir? Ou seria novamente a frustração da realidade? Talvez fosse assim com todo mundo. Talvez não existisse nada de muito interessante mesmo no dia da formatura. Talvez fosse propaganda enganosa desses estúdios fotográficos. Idealização demais, novamente (e sempre, sempre, sempre....esse desassossego ainda me tira a saúde). O melhor, então, seria ficar um pouco na internet. Resolvido. Talvez conversar com alguém até dar o horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aonde é que estão as pessoas quando voce mais deseja que elas estejam? Pra aonde é que elas vão? Ninguém pra bater um papinho, pra dividir essas coisas todas...Não é assim que funciona nos filmes? Sempre existe um personagem para que o protagonista (no caso, o formando) possa falar todas as angústias. Sempre existe esse diálogo. E nesse momento crítico, eu não estava afim de um monólogo. Não mesmo. Eu preciso parar de assistir filmes, eu sei. Filmes não são a realidade, claro. Na verdade, ficção é muito mais interessante do que a realidade, mas essa é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, então, nesse momento que começei a sentir uma ansiedade. Um nervosismo já espalhava pelo meu corpo. Vivo, enfim! Ao que tudo indicava, paracia que eu não deixaria esse dia passar em vão. Não seria um morto vivo nesse dia. Logo nesse dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor do que um banho quente (num dia quente) pra tirar um pouco do nervosismo. Esforços mirabolantes pra tentar ficar um pouco mais bonito para fotos do dia (meu segundo maior pesadelo),  colocar a roupa preta obrigatória (um tanto mórbido para um dia que se diz feliz, nao?) e pronto: era só me dirigir ao local do evento. Não conseguiria articular um diálogo nesse momento. Queria ficar na minha. Mesmo porque não estou acostumado a dividir emoções com a minha família. Por isso mesmo, o silêncio no carro, por Deus, foi até bem vindo. Tudo o que eu conseguia pensar era: estou indo pra minha formatura! estou indo pra minha formatura! Era estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar lá, e me deparar com o cenário todo montado, as luzes sendo testadas, os lugares dos formando à esquerda, a mesa do reitor à direita, veio um certo choque. Estava acontecendo mesmo. Era pra valer . Dali pra frente, não tinha mais volta. Cumprimentos e abraços nos colegas. Conversa mole aqui, comentários acolá...O mais estranho nessa hora (mais uma das coisas estranhas) é pensar que vão ser essas pessoas que, querendo ou não, vão fazer parte de um capítulo importante da sua vida. Você não vai se esquecer delas. Acho que é essa a grande questão com essa coisa de formatura: é algo histórico demais, inesquecível demais! É toda essa pressão de que vai ser algo pra se guardar pra toda a vida que chega até a ser insuportável. É como se voce estivesse prevendo o futuro; é como estar vivendo uma coisa que voce já sabe o final. Tudo o que voce deseja é que acabe logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o momento de colocar a beca. Foi um desses momentos peculiares em que voce chega a conclusão de como a vida pode ser engraçada em momentos que não deveria ser engraçado. Ao me ver no espelho, todo pomposo, não me senti um formando de faculdade. Por incrível que pareça, me lembrei imediatamente da minha formatura do primário. Prato cheio para um psicanalista. Acho que nunca me senti tão menino na vida vestido com a beca.  O que era pra ser algo emocionante, acabou sendo algo...não emocionante. Lembro de uma grande amiga me narrar o momento em que ela vestiu a beca da formatura, e como ela se emocionou de verdade. Pois é, comigo não foi assim.  Pessoas diferentes, emoções diferentes. Fazer o que? Não me comparar com os outros, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Burburinho no auditório. Era quase hora de começar a cerimônia. Todo mundo no backstage, espiando quem da família havia comparecido. Da minha, pude ver bastante gente. Duas fileiras inteiras! Todos os formandos uma pilha de nervos, nesse momento. Alguém tentou agitar uma oração, mas não deu certo. A voz trovejante do cerimonial cortou o ar! Era agora. Entramos, um por um no palco. Fantástico! Me senti uma celebridade! Música megalomaníaca na minha entrada. Gritos histéricos da minha família (que sozinha já é histérica o suficiente). Fotos e muitos flashes. Um verdadeiro Rock Star! Não fiquei devendo nada ao Bono Vox! Tudo foi correndo de forma tranquila. O discurso, graças ao bom Deus, foi maravilhoso (nada de "foram muitas festas nesses anos", ou "as conversas que tivemos na lanchonete". Aff!). No momento da ortoga de grau, fiz exatamente conforme o ensaio. Não tropeçei, nem nada. Todos da mesa fizeram os respectivos discuros soníferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era chegado o grande momento simbólico: a entrega do canudo. Mas eu nunca vi uma turma mais desanimada do que essa. Parecia uma chamada de faculdade. Meus colegas iam quase rastejando até a mesa. O que era aquilo? Não entendia! Eles eram os mortos vivos ali! Um dos momentos mais marcantes, e eles daquele jeito! E eu reclamando de mim. De repente, a voz trovejou: "André Campos". Finalmente! Fui pulando, gritando, acenando pra tudo quanto é lado. Não ouvi nada, não vi nada. Peguei o canudo, abraçei um grande professor. E percebi a verdade clichezona (a vida é feita de clichês...): é um momento especial, sim! Nunca senti tanta adrenalina no corpo. Ainda tinha muita energia no corpo. Simplesmente joguei o canudo pra cima e pra frente, bem alto,  andei um pouco, tirei o chapéu da minha cabeça, e com a outra mão, peguei o canudo! Super style!  Coisas que voce consegue fazer, mas não consegue explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora, depois de tudo terminado, abraços! Muitos abraços! Fotos. Muitas fotos. Demonstração de carinho e afeto. Palavras lindas, de apoio, de agradecimento. Coisa inesquecível mesmo. Me disseram depois que eu exalava felicidade, que eu estava diferente. Não tem como eu negar. Eu estava mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um momento único. Um dia só seu, talvez um dos únicos. Um dia em que a atenção de todo mundo está voltada para voce apenas. Todas as pessoas que gostam de voce, e que te querem bem, reunidas em um mesmo local. Abraços, muitos abraços. Quem dera se todos os dias fosses assim. Todos, não. Quem dera se pelo menos uma semana inteira de sua vida fosse assim. É pedir muito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30490051-115941347330628962?l=desventurasdeumrecemformado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/feeds/115941347330628962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30490051&amp;postID=115941347330628962' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115941347330628962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115941347330628962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/2006/09/o-grande-dia-d.html' title='O Grande Dia D!'/><author><name>Andre Morissette</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08212859359221909949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30490051.post-115439997618777132</id><published>2006-07-31T17:56:00.000-07:00</published><updated>2006-07-31T19:44:30.760-07:00</updated><title type='text'>Fase 3: O Treinamento</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;font&gt;"Ladies and Gettleman, good evening"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;font&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Esse era o começo do discurso. Havia tambem um cerimonial; havia uma decoração toda especial, que transformou o estacionamento da escola em um pequeno auditório; havia uma mesa em que os diretores e professores se sentavam; havia a entrega de diplomas, e havia até a presença de pais e parentes dos formandos. A descrição do cenário pode até confundir, mas nao era ainda a minha formatura. Pelo menos a formatura de verdade, a real, a temida, a persecutória. Mas sim a do Inglês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A sensação, entretanto, era parecida com a que eu imagino que deve ser com a verdadeira formatura: aquele frio na barriga; aquele nervosismo saudável; aquela ansiedade antecipatória. No meu caso, especificamente, um pouco mais porque eu havia escrito o discurso! O que os colegas achariam? Iriam gostar? Iriam ficar magoados com o discurso? E os professores? Ficariam orgulhosos? As pessoas iriam ficar entediadas? Era muito longo? Ou será que era curto demais? Etc., etc...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Ah, a dor do escritor! Esse foi o dia em que decobri o dilema que todos as pessoas que escrevem passam: a obscuridade. Explico: o escritor é aquele que nunca aparece. É aquele que faz o seu trabalho, solitário, e que outra pessoa consome, também solitariamente. Todos que gostam de um bom livro podem até saber quem é o autor. Todos que se emocionam com um filme talvez até saibam quem escreveu o roteiro. Mas essas pessoas que escrevem nunca são vistas, e a maioria das vezes nem lembradas. Se elas saem na rua, raramente são reconhecidas. Entretanto, os artistas que interpretam as linhas do escritor, esses sim são reconhecidos. O escritor é um anônimo. Um anônimo que emociona as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Me senti mais ou menos assim ao escutar meu discurso sendo lido por uma colega minha (lido com muita competência, diga-se de passagem). A vontade era de eu mesmo estar ali em cima do palco. A vontade era que todos me vissem, e soubessem que o autor daquelas palavras ali proferidas era eu. Essa minha mania de querer reconhecimento incondicional ainda acaba comigo. Mas a vida não é um pouco injusta? Por que não podemos nascer com todas as habilidades que gostaríamos? Por que eu não posso ser bom em escrever e igualmente competente em falar? Por que só ser bom na escrita? Talvez eu esteja sendo exigente demais com a vida, essa coisa tão ingrata...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Ah, mas a incoerência do ser humano! Eu falando há pouco de reconhecimento, e eis o que acontece depois do discurso, depois da entrega do diploma? Todos colegas da sala em roda ao meu redor agredecendo, elogiando, um tanto impressionados. E eu igualmente desconfortável, meio deslocado. Eu, que nunca em minha vida, fui o centro das atenções, de repente me vi sendo o alvo da curiosidade e admiração de 13 pessoas. O reconhecimento, enfim. É estranho quando acontecem coisas que derrubam suas suas verdades absolutas; aquelas que você cria pra se defender. Pelo menos nessa noite, o escritor foi um pouco reconhecido. E, por mim, já estava de bom tamanho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A noite terminou ao som de Octávio Scapin (guardem esse nome) e o reconhecimento de seu talento. Ao som das músicas, íamos nos despedindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;"Vamos nos encontrar sempre"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;"A gente vai ter que sair depois"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;"Não vamos perder o contato!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Todos iam falando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Mas, não quero ser mais ingênuo. Ser um pouco realista faz parte do crescimento (muito embora, nao gostaria de acreditar nisso). Eventualmente, vamos perder o contato, sim. Até o dia que a gente se tope em algum lugar, e se cumprimente como estranhos, como se toda essa história não tivesse acontecido. É a regra ingrata da vida, novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;E o sentimento de nostalgia me invadiu de novo ao entrar no carro para ir embora (despedidas demais nesse semestre). Mas a noite me mostrou pelo menos uma coisa: uma turma como a minha do Inglês, a nossa história feita nesses semestres juntos raramente acontece. Éramos especiais. E eu que fico me culpando, me torturando, me martirizando sempre por não estar vivendo a vida intensamente (se alguém souber o conceito exato disso, por favor, me diga) , tenho que ficar mais atento pois as vezes faço isso sem perceber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30490051-115439997618777132?l=desventurasdeumrecemformado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/feeds/115439997618777132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30490051&amp;postID=115439997618777132' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115439997618777132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115439997618777132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/2006/07/fase-3-o-treinamento.html' title='Fase 3: O Treinamento'/><author><name>Andre Morissette</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08212859359221909949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30490051.post-115230191187071248</id><published>2006-07-07T11:55:00.000-07:00</published><updated>2006-07-07T12:53:21.143-07:00</updated><title type='text'>Fase 2: A Despedida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando o Ayrton Senna morreu, há uns dez anos atrás, eu me lembro de uma reportagem do Globo Repórter que mostrava uma imagem do Senna, uma tarde antes do acidente que o tiraria a vida, em que ele ficava encarando tudo a sua volta: os mecânicos do box, o carro, os pneus, as pessoas que passavam...com um olhar triste. O repórter da época disse que o Ayrton parecia saber, de alguma forma, que iria morrer. E que, na verdade, o olhar, a sua expressão melancólica, quase saudosa, era uma despedida de tudo aquilo, que era a sua vida, que ele lutou bastante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu não sei se eu vou morrer por agora (eu vou morrer, é claro, algum dia). Mas a sensação que tive, ao pegar a última nota de faculdade; ao adentrar nessa instituição, que foi parte da minha vida durante longos cinco anos e meio, pela última vez como um estudante, foi como a do Ayrton Senna. Não havia uma câmera me filmando, é óbvio. Mas se tivesse, com certeza a minha expressão seria semelhante a que a reportagem mostrou do Senna: olhos melancólicos percorrendo todos os lugares e pessoas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Subir pela última vez aquelas escadas para chegar à sala; percorrer pela última vez os corredores; sentar pela última vez naquelas cadeiras que já me deram tanto dor nas costas. Entretanto, dessa vez não havia quase ninguém (é sempre assim em final de semestre). Os corredores e salas de aula vazias apenas combinavam com aquele momento, e adicionavam mais melancolia naquilo que eu havia combinado comigo mesmo que seria a minha despedida da faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O plano: percorrer pela última vez todas as cinco áreas que fazem parte da faculdade; percorrer todos os corredores e salas de aulas desses lugares. Lugares esses que fizeram parte da minha rotina por muito tempo, que fizeram a minha história, de uma forma ou de outra. Mas, planos são apenas planos. São falíveis e alguns dificilmente executáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se é clichê dizer que "eu odeio despedidas", me perdoem, mas eu odeio de verdade. Em despedidas é difícil ter controle sobre si memso, especialmente sobre suas emoções. E, para uma pessoa como eu, que não permite tanto o descontrole em nenhuma forma, as coisas tornam-se um pouco mais complicadas. Na primeira manifestação maior da saudade que eu iria sentir, da nostalgia, de tudo aquilo que poderia ter acontecido e da emoção já um pouco engasgada, decidi que já era hora de partir, e nunca mais voltar. Fui apenas passando os olhos por tudo, de longe mesmo, e tentando reter na memória tudo o que eu enxergava. Muitas sensações iam vindo à tona; fatos iam aparecendo, como se fossem desenterrados de algum lugar distante e esquecido. E eu ia ficando feliz, pois fui percebendo que, apesar de tudo, de todas as coisas não realizadas, eu cresci, em todos os sentidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pode parecer exagero para algumas pessoas tudo isso. Que faculdade não merece tanta atenção. Que é um período como muitos outros da vida. Mas para alguém que pulou etapas dessa vida, terminar um curso dá uma sensação de vazio, de imcompletude, de algo não vivido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dizem que quando se perde um braço, uma mão, uma perna, enfim, um membro, por muito tempo voce sente o membro amputado, mesmo que não esteja lá. É algo parecido com essa despedida, com essa perda. Me pego muitas vezes pensando em faculdade como se fizesse parte de mim, ainda. Como se fosse presente na minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas, os amputados não seguem vivendo? Não sobrevivem? E muitas vezes, de forma melhor e mais alegre ainda? É o que vou fazer. Ir vivendo. O que mais se pode fazer? A vida não é feita disso: viver e despedir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30490051-115230191187071248?l=desventurasdeumrecemformado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/feeds/115230191187071248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30490051&amp;postID=115230191187071248' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115230191187071248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115230191187071248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/2006/07/fase-2-despedida.html' title='Fase 2: A Despedida'/><author><name>Andre Morissette</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08212859359221909949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30490051.post-115168547877035388</id><published>2006-06-30T08:58:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T09:42:53.546-07:00</updated><title type='text'>Fase 1: A Anestesia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;"Parabéns, a sua nota é dez!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;E com essa fala da minha supervisora, assim de repente, eu virei psicólogo. Me transformei, em questão de vinte minutos de apresentação em uma banca de defesa de artigo, do aluno um pouco relapso (porém, competente) a mais um profissional dos milhares que a cada semestre são jogados ao gigantesco oceano do mercado de trabalho (jogados, diga-se de passagem, sem boias...e a maioria não sabe nadar)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O momento que vinha me aterrorizando desde Janeiro desse ano; que vinha tirando o meu já insuficiente sono; que vinha colocando a minha ansiedade a 90% em uma escala de 100; aconteceu finalmente. Não do jeito que eu imaginava, pois as coisas jamais acontecem da forma que eu imagino. Mas acabou acontecendo...de outra forma. De outra forma, fiquei ali em pé, preparado pra ouvir a nota; ouvir o que quer que fosse das três pessoas que me avaliavam. E elas falaram. Pouco, mas falaram. E, no final, de outra forma eu falei o que eu queria falar para todo mundo. Abraçei quem eu tinha que abraçar. Posei para fotos. Tudo isso, de outra forma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;E muito rápido. Extremamente rápido. Os vinte minutos mais rápidos da minha vida. Para um dos momentos mais importantes da minha curta existência, foi tudo muito depressa e acelerado. Não houve muito tempo para assimilar e entender coisa alguma. Simplesmente passou, assim de repente...E nem fiquei emocionado, não chorei. Nem tampouco, muito alegre. Aliviado seria o mais apropriado a dizer. É sempre assim comigo. Eu me anestesio nessas horas, pra não sentir muita coisa,e continuar a viver (coisas do sexo masculino).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;E nem ouvi metade das coisas que eu esperava ouvir (metade é até exagero). Nem um terço dos elogios que eu fantasiava em receber. Essa minha mania de esperar muito das pessoas ainda me mata. Novamente, foi algo que "apenas" aconteceu, como muitas coisas que "apenas" acontecem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Sei que algum dia a ficha vai cair, que eu vou compreender a amplitude do que aconteceu. Muito brevemente, eu arriscaria a dizer. Mas, enquanto isso não acontece, vou tirando a anestesia do meu organismo, para que no que dizem ser o próximo grande evento da minha vida, eu possa sentir realmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30490051-115168547877035388?l=desventurasdeumrecemformado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/feeds/115168547877035388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30490051&amp;postID=115168547877035388' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115168547877035388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30490051/posts/default/115168547877035388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desventurasdeumrecemformado.blogspot.com/2006/06/fase-1-anestesia.html' title='Fase 1: A Anestesia'/><author><name>Andre Morissette</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08212859359221909949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
